Aprender Online

Submetido por merlin em 2006-02-03 23:59:33 com as tags .
A essência raramente é revelada. Talvez porque muitas vezes é tão obvia aos olhos daqueles que realmente conhecem a filosofia e o caminho que nem se discute ou se percebe a sua importância.

Mas o problema é maior ainda. O verdadeiro problema começa quando os iniciantes fazem as suas perguntas de iniciantes. Essas perguntas raramente são sobre a verdadeira essencia. Raramente são sobre o porque e o como. Raramente são sobre a verdadeira essencia da filosofia (ou religião ou caminho ou ...).

E continua o problema quando uma grande maioria de iniciados, mas não profundos conhecedores do caminho, decide ajudar o iniciante.

Muitas vezes esses mesmos iniciados são auto-iniciados (e nada tenho contra os auto-iniciados em geral, e por isso acrescentos em seguida, pouco conhecedores dos caminhos e da essencia do caminho, e por isso limitam-se a responder com os conceitos que se podem adquirir nos livros e esquecem a vivencia, até porque muitas vezes a têm em pequeno grau.

A questão que gera maior discussão entre os adepros das várias filosofias new age é a da iniciação. É ou não necessária a iniciação. Eu não serei por certo a pessoa mais indicada para dar uma resposta, muito menos a que dou a seguir, precisamente porque o meu caminho tem sido solitário. No entanto, principalmente porque a orientação falta na maioria das vezes em que se tenta percorrer o caminho a sós, sim, penso que a iniciação é algo importante.

Mas cuidado com o que chamamos de iniciação. Cuidado com as iniciações de vão de escada cada vez mais frequentes nos dias que correm. Mais importante do que ser iniciado é ter iniciado o percurso. Nenhum mestre pode ensinar tudo a um discipulo, mas pode dizer-lhe onde passar para adquirir o aprendizado, para passar pela experiência.

Nesta, como na maioria das áreas, o papel do mestre não é o de "passar um diploma", não é o de iniciar o pupilo, mas, como diria Morpheus apenas "mostrar a porta", cabe ao pupilo passar por ela. E é isso que os mestres instantâneos parecem esquecer, e os disciplos desses mestres nunca chegam a saber.

Citando novamente Morpheus, um dia saberemos "Que existe uma grande diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho". Nem sempre é necessário um mestre, mas algumas portas, por muito que queramos passa-las é preciso alguém que nos diga onde ficam. Ontras conseguimos descobrir com o nosso esforço, outras ainda com sorte apenas.

Mas quando pensarmos que vamos muito longe no caminho, convém olhar para trás e pensar Será que passei realmente todas estas portas?. Cuidado com os mestres que nos mostram caminho percorrido sem nos sentirmos a passar as portas.

Tudo isto se repercute na qualidade da informação que se obtem online. Isto e muito mais. Os caminhos percorridos nem sempre são os mesmos, muito menos quando são percorridos sem orientação.

Por isso, quando se precorre o caminho de forma solitária, é necessária uma muito mais elevada dose de sabedoria, pois O homem sensato acredita apenas em 50% daquilo que ouve, mas apenas o sabio sabe em que 50% está a verdade.
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