Funcionamento das Leis do Karma
Podemos distinguir três fatores no fenômeno kármico:
Agente é aquele que exerce uma ação. Deve ser analisado nos seus aspectos:
a1: O nível evolutivo do agente determina o que exatamente pode-se esperar dele. Tudo o que fizer acima deste nível é karma positivo. Tudo o que fizer abaixo, é karma negativo. Podemos ver então, que o karma é proporcional ao nível evolutivo de cada ser. Se fizermos uma escala de um a dez, situando no grau um o selvagem recém saído da animalidade e, no grau dez a figura de São Francisco de Assis, criaremos uma escala de valores que facilita a compreensão do fenômeno.
Exemplo: Um determinado homem situado no grau quatro comete um acto de nível seis. Para ele é uma acção altamente evolutiva e cria karma positivo. Outro homem, situado no grau oito, comete o mesmo acto, ou seja um acto de grau seis. Para ele é um acto anti-evolutivo e gerará um karma negativo.
A Lei de Deus é tão sábia que não exige nem um infinitésimo a mais do que um ser possa dar, mas também não aceita a metade de um infinitésimo a menos. O altruísmo no santo é instinto e o seu trabalho, sua luta, situa-se em níveis superiores, além da nossa concepção.
Podemos extrair duas marcantes lições do que acima foi exposto:
a2: Quanto às circunstâncias que levam o agente à acção, podemos dizer que, até a justiça humana, tão deficiente em relação à justiça divina, leva em consideração as circunstâncias atenuantes e agravantes que envolvem uma determinada acção. Mais um motivo para "não julgar", pois é praticamente impossível determinar as circunstâncias que determinam uma acção, sem conhecer os seus antecedentes.
a3: Quanto ao meio em que se desenvolve a ação, trata-se de um factor decisivo. Um acto praticado em um determinado meio pode ser inofensivo e, este mesmo acto, praticado em outro meio, pode ser ofensivo.
b. Analisado o agente, podemos agora analisar o acto em si. Assim como o agente é ativo, o acto é neutro. Caindo da janela do décimo andar de um edifício, morrerá tanto o justo como o injusto, o sábio como o ignorante, o bom como o mau. O acto de cair é igual para todos. O que determina a diferença evolutiva entre os que cairam é o modo como cada um reage à queda.
c. Assim como o agente é activo e o acto é neutro, o efeito é passivo. Uma vez lançada uma trajetória de um corpo no espaço, só uma outra força poderá modificar a sua direcção e velocidade. Na passividade do efeito está a sua força. Quem pode contra quem não reage? Quem pode contra a água, que não opõe resistência, mas que tudo envolve? Quem pode contra uma muralha que não se mexe? Eis a explicação do "ahinsa", a não-reação!
Assim é a Lei de Deus. Tudo o que fizermos contra Ela, será contra nós mesmos. O mal, quem faz, o faz a si próprio e o bem, quem o faz, faz a todos e, principalmente, a si próprio.
- a. O agente,
- b. O ato,
- c. O efeito.
Agente é aquele que exerce uma ação. Deve ser analisado nos seus aspectos:
- a1. Nível evolutivo do agente,
- a2. Circunstâncias que levam o agente à acção, e
- a3. Meio ambiente em que o agente se movimenta
a1: O nível evolutivo do agente determina o que exatamente pode-se esperar dele. Tudo o que fizer acima deste nível é karma positivo. Tudo o que fizer abaixo, é karma negativo. Podemos ver então, que o karma é proporcional ao nível evolutivo de cada ser. Se fizermos uma escala de um a dez, situando no grau um o selvagem recém saído da animalidade e, no grau dez a figura de São Francisco de Assis, criaremos uma escala de valores que facilita a compreensão do fenômeno.
Exemplo: Um determinado homem situado no grau quatro comete um acto de nível seis. Para ele é uma acção altamente evolutiva e cria karma positivo. Outro homem, situado no grau oito, comete o mesmo acto, ou seja um acto de grau seis. Para ele é um acto anti-evolutivo e gerará um karma negativo.
A Lei de Deus é tão sábia que não exige nem um infinitésimo a mais do que um ser possa dar, mas também não aceita a metade de um infinitésimo a menos. O altruísmo no santo é instinto e o seu trabalho, sua luta, situa-se em níveis superiores, além da nossa concepção.
Podemos extrair duas marcantes lições do que acima foi exposto:
- Primeiro: Para podermos julgar, deveríamos ser grandes sábios, ao ponto de conhecer a exacta posição evolutiva do agente. Como não somos, não devemos julgar. Os que são suficientemente sábios não julgam; eles compreendem e ajudam.
- Segundo: Confirmação de uma lei do espiritualismo que sobrevive no tempo e em todas as escolas, ou seja, que o espírito evolue sempre. Quando cometemos um acto abaixo do nosso nível evolutivo, o resultado é a dor, que obriga o ser a recuar e reencontrar o rumo correto. Mas, quando o ser pratica um acto, ou uma série de actos acima do seu nível evolutivo, a sua recompensa imediata é a subida para um nível superior, com novas responsabilidades e potencialidades. Não há involução, que é aparente, ou momentânea, mas apenas o recuo necessário para uma retomada de posição.
- É da Lei: ou evoluímos amando, ou evoluímos sofrendo, porquanto o essencial é evoluir.
a2: Quanto às circunstâncias que levam o agente à acção, podemos dizer que, até a justiça humana, tão deficiente em relação à justiça divina, leva em consideração as circunstâncias atenuantes e agravantes que envolvem uma determinada acção. Mais um motivo para "não julgar", pois é praticamente impossível determinar as circunstâncias que determinam uma acção, sem conhecer os seus antecedentes.
a3: Quanto ao meio em que se desenvolve a ação, trata-se de um factor decisivo. Um acto praticado em um determinado meio pode ser inofensivo e, este mesmo acto, praticado em outro meio, pode ser ofensivo.
b. Analisado o agente, podemos agora analisar o acto em si. Assim como o agente é ativo, o acto é neutro. Caindo da janela do décimo andar de um edifício, morrerá tanto o justo como o injusto, o sábio como o ignorante, o bom como o mau. O acto de cair é igual para todos. O que determina a diferença evolutiva entre os que cairam é o modo como cada um reage à queda.
c. Assim como o agente é activo e o acto é neutro, o efeito é passivo. Uma vez lançada uma trajetória de um corpo no espaço, só uma outra força poderá modificar a sua direcção e velocidade. Na passividade do efeito está a sua força. Quem pode contra quem não reage? Quem pode contra a água, que não opõe resistência, mas que tudo envolve? Quem pode contra uma muralha que não se mexe? Eis a explicação do "ahinsa", a não-reação!
Assim é a Lei de Deus. Tudo o que fizermos contra Ela, será contra nós mesmos. O mal, quem faz, o faz a si próprio e o bem, quem o faz, faz a todos e, principalmente, a si próprio.


